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Aspirina na Prevenção do Infarto: Benefícios, Riscos e Recomendações

A aspirina é um dos medicamentos mais utilizados no mundo e possui papel importante na prevenção de doenças cardiovasculares, especialmente o infarto agudo do miocárdio. Mesmo sendo um medicamento comum, seu uso exige cuidado e orientação médica, já que ela pode trazer benefícios significativos, mas também riscos relevantes.

Neste artigo, você vai entender como a aspirina funciona, quando ela é indicada, os perigos da automedicação e como o acompanhamento cardiológico é fundamental para uma decisão segura.


O que é a aspirina e como ela ajuda a prevenir o infarto?

A aspirina pertence ao grupo dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Seu principal mecanismo de ação envolve a inibição das enzimas ciclooxigenases (COX), responsáveis pela produção de substâncias que participam da inflamação e da coagulação sanguínea.

Na prevenção do infarto, a aspirina age como um antiagregante plaquetário, reduzindo a formação de coágulos que podem bloquear artérias coronárias. Ao impedir que as plaquetas se agrupem, diminui de forma significativa o risco de eventos cardiovasculares graves.


Benefícios da aspirina na prevenção do infarto

O uso controlado e orientado de aspirina oferece benefícios importantes, especialmente em pessoas com maior risco cardiovascular:

  • Redução comprovada do risco de infarto: Estudos indicam redução de até 25% na ocorrência de infartos em pacientes de alto risco.
  • Proteção duradoura do sistema cardiovascular: O uso contínuo, quando indicado, ajuda a manter as artérias protegidas.
  • Prevenção de complicações em doenças arteriais: Beneficia pacientes com aterosclerose, angina e histórico de doença arterial coronariana.

Aspirina na prevenção primária e secundária: qual a diferença?

É fundamental entender os dois contextos de uso:

1. Prevenção primária

Indica-se para pessoas que nunca tiveram infarto, mas apresentam riscos como hipertensão, diabetes, tabagismo, obesidade ou colesterol elevado.

Nesses casos, a decisão deve ser extremamente criteriosa, pois os riscos de sangramento podem superar os benefícios.

2. Prevenção secundária

Recomendada para pacientes que já tiveram infarto ou possuem doença arterial coronariana confirmada.

Aqui, a aspirina é considerada fundamental para evitar novos eventos graves.


Como e quando usar aspirina para prevenir infartos?

A dose preventiva costuma ser baixa, geralmente entre 75 mg e 100 mg ao dia, mas sempre ajustada pelo cardiologista.

Para um uso seguro:

  • Nunca se automedique.
  • Consulte um cardiologista antes de iniciar o tratamento.
  • Siga rigorosamente as orientações de dose e horário.
  • Informe o médico sobre outros medicamentos utilizados.

Riscos e efeitos colaterais do uso de aspirina

Mesmo eficaz, a aspirina pode causar efeitos adversos, principalmente quando usada sem orientação:

  • Irritação gástrica e dor abdominal
  • Risco de úlcera e sangramentos
  • Hemorragias internas, especialmente em pessoas com distúrbios de coagulação
  • Reações alérgicas, comuns em indivíduos sensíveis a AINEs
  • Interações medicamentosas com anticoagulantes ou corticóides

Por isso, a avaliação do risco-benefício deve ser feita exclusivamente pelo cardiologista.


Quem não deve usar aspirina na prevenção do infarto?

A aspirina é contraindicada para:

  • Pessoas com histórico de úlcera gástrica ou sangramentos gastrointestinais
  • Pacientes com distúrbios de coagulação
  • Indivíduos com alergia a AINEs
  • Usuários de anticoagulantes, salvo orientação médica
  • Gestantes, exceto em situações específicas
  • Pessoas sem riscos cardiovasculares definidos — nesses casos, o uso pode trazer mais prejuízos do que benefícios

Aspirina como parte de um plano completo de prevenção

A aspirina não age sozinha. Ela deve integrar um conjunto de medidas que protegem o coração:

  • Alimentação equilibrada
  • Atividade física regular
  • Controle da pressão, colesterol e glicemia
  • Redução do estresse
  • Acompanhamento constante com cardiologista

A prevenção cardiovascular é multifatorial, e a aspirina é apenas um dos elementos.


Conclusão: usar aspirina exige avaliação médica especializada

A aspirina é uma ferramenta valiosa, mas deve ser usada com prudência. O uso inadequado pode gerar riscos sérios, incluindo sangramentos graves. Por isso, apenas um profissional qualificado pode determinar se ela é indicada para você.

No IDC-Brasília, localizado na Asa Sul – Brasília-DF, oferecemos acompanhamento cardiológico completo e individualizado para avaliar seu risco cardiovascular e indicar o melhor plano de prevenção.

Cuide da sua saúde. Agende sua consulta e descubra, com segurança, se a aspirina é indicada para prevenir infartos no seu caso.